domingo, 20 de novembro de 2016

«Era esta a minha missão"»

Um ano passou desde a última opinião literária que aqui publiquei... Não tenho dedicado muito tempo aos livros, é verdade! Mas finalmente terminei um livro que há mais de um ano esperava, pacientemente, na mesa de cabeceira a sua hora final. E quando digo "finalmente" não pensem que foi uma tortura lê-lo. Nada disso. Afirmo com toda a convicção que foi um dos livros mais arrebatadores que li nos últimos tempos. Tinha de ser lido assim, bem devagarinho. 

Falo-vos de uma autobiografia que descreve-nos, pacientemente,  a história de uma vida. A história real de uma pessoa genuinamente extraordinária e que todos nós devíamos ter como inspiração diária, pois nos dias de hoje falta-nos heróis assim. 

A história de um homem que teve uma vida de luta e de derrota, mas que teve na derrota a força da resiliência e da esperança para saber aguardar pelo dia da mudança e do triunfo. 

É nas suas palavras francas e até ingénuas, que vamos assistindo às mudanças de um homem que nasceu livre, mas que cedo percebeu que essa liberdade era uma ilusão e por isso teve de lutar pela sua liberdade. E não só lutou por ela, como também pela liberdade do seu povo.

«Foi durante esses anos longos e solitários que a minha ânsia de liberdade para o meu povo se dilatou numa ânsia de liberdade para todos, brancos e negros. Estava ciente de que o opressor precisava tanto de ser liberto como o oprimido. Um homem que rouba a liberdade a outro homem é um prisioneiro do ódio, está trancado atrás das grades do preconceito e da estreiteza mental. Ninguém é totalmente livre quando rouba a liberdade de outrem, do mesmo modo que não é livre aquele a quem tiram a liberdade. O opressor e o oprimido são igualmente despojados da sua humanidade.»

Um longo caminho para a liberdade, de Nelson Mandela, é um relato sereno, profundo e cativante de «um homem que ao procurar cumprir o seu dever para como o povo foi inevitavelmente arrancado à família, pois ao tentar servir o seu povo apercebeu-se de que ficava impedido de cumprir as suas obrigações de filho, irmão, de pai e de marido.»

segunda-feira, 11 de julho de 2016

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Trilho Lago Argentino


Percurso: Pedestre 
Localização: El Calafate, Santa Cruz, Argentina
Distância aproximada: 2-3 km 
Duração aproximada: 1 hora 
Grau de dificuldade: Baixo 

A cidade de El Calafate localiza-se na província de Santa Cruz, no sul da Argentina. Fica 3h20 de avião de Buenos Aires e é uma das portas de entrada para os amantes de trekking. Daqui parte-se para o Parque Nacional Los Glaciares.

Esta pequena cidade permite desfrutar de passeios relaxantes antes de se iniciar os longos percursos pelos trilhos da Patagónia. E como na Patagónia nunca se sabe como será o tempo, o melhor mesmo é nunca sair sem se estar prevenido para tudo.

Ora, no dia da nossa caminhada o vento era tão forte, mas tão forte, que parecia que finalmente iríamos experimentar a sensação de voar a sério. Aliás, este foi o maior grau de dificuldade do percurso, pois conseguir caminhar nestas condições ventosas é algo quase impossível. De resto, é um percurso num passadiço plano e tranquilo, onde por vezes podemos ver o dia a dia dos gaúchos com os seus cavalos e onde podemos escapar dos turistas, pois estes preferem a movimentada avenida principal.

Junto ao lago Argentino, é possível avistar flamingos, teros bandurrias. A vegetação é quase toda ela rasteira e compreende-se bem o porquê! No percurso não encontrei o Calafate, um arbusto típico da região, que deu o nome à cidade. Este dá um fruto que nos deixa a língua toda roxa e conta a lenda que quem o provar volta numa outra vida. Encontrei-o dias depois em El Chaltén e claro que provei o fruto.

Já no final, há que voltar para o centro da cidade e deliciarmo-nos com os maravilhosos chocolates artesanais. Não dá para resistir, garanto-vos!

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Dia Mundial da Terra

Leão Marinho Sulamarericano
Canal Beagle em Ushuaia, Argentina

«An understanding of the natural world and what’s in it is a source of not only a great curiosity but great fulfillment.»
David Attenborough

quarta-feira, 13 de abril de 2016

4| Lugares que inspiram a leitura

People’s Park em Limerick, Irlanda

«Para mim, é melhor o homem que diz sem rodeios que não percebe do assunto do que o hipócrita, que fala como se soubesse daquilo que não sabe e só borra e estraga tudo.»
O Retrato, Nikolai Gógol

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